segunda-feira, abril 23, 2007

Uma viagem ao tempo da Escravidão...


Lembram do projeto de História?....Pois bem....aqui estão algumas das produções dos alunos....


A Viagem ao Tempo da Escravidão Brasileira








Letícia era uma menina muito inteligente e tinha um amigo chamado Eduardo, eles estudavam na mesma turma e tinham um trabalho sobre a Escravidão Brasileira para fazer. Os dois procuraram em livros, na internet e não conseguiram muita coisa então estavam chateados, mas de repente viram algo brilhar atrás de uma árvore no quintal da casa de Letícia e ao se aproximarem para ver o que era, foram sugados por um buraco e caíram em uma sala com várias portas. Em cada uma das portas estava escrito o nome de uma matéria, e a porta que chamou mais a atenção de Eduardo foi a que estava escrito:
“HISTÓRIA”
Foi a que eles abriram e no mesmo instante foram sugados por outro buraco, desta vez eles caíram em uma plantação de café, lá avistaram um homem que tinha roupas esquisitas, portava uma arma e um chicote, junto dele estavam mais duas pessoas negras que vestiam uma espécie roupa feita de saco de batata. Quando este homem viu Letícia e Eduardo apontou uma arma para eles e foi correndo em direção deles. Este homem os perguntou:
— Quem são vocês? O que vocês estão fazendo aqui? E de onde vieram?
— Eu sou Letícia e este é Eduardo, nós viemos de dentro daquele buraco e...
— Ta, mas que buraco? — Perguntou o homem.
— Bom aquele... — Quando Letícia olhou viu que não existia mais buraco.
— Não! Onde está o buraco? — Disse Eduardo quase chorando.
— Bom agora que vocês dois já me disseram quem são vou ter que levá-los ao dono destas terras o Coronel Mendes.
— Não! Piedade senhor nós somos pobres crianças. — Disseram os dois juntos.
— Ei senhor! Você não disse quem é ainda — Falou Eduardo.
— Tudo bem! Sou Bartolomeu o feitor da fazenda Araruna. Até que vocês são legais.
— Que lugar é este senhor Bartolomeu? — Perguntou Letícia.
— Ah sim! Esta é a fazenda Araruna, como já disse e nós estamos na cidade de Salvador, Bahia.
Eduardo perguntou:
— Em que ano nós estamos senhor Bartolomeu?
— Nós estamos no ano de 1538.
Letícia ficou assustada e cochichou para Eduardo:
– Em 1530 começou a escravidão brasileira e este é o assunto do trabalho.
Então começaram as perguntas:
— Senhor Bartolomeu porque começou a escravidão? — Perguntou Letícia.
Começou pele falta de mão-de–obra nas plantações. Os portugueses foram até a África e escravizaram alguns negros trazendo-os para pontos da Europa e para as Américas e também para o Brasil.
—E qual é o trabalho de um feitor?— Perguntou Eduardo.
—Meu trabalho é muito fácil, só tenho que cuidar do trabalho dos escravos, se um deles não fizer o trabalho direito eu tenho que castiga-lo.- Disse senhor Bartolomeu.
—Mas que tipo de castigos? – Perguntou Letícia.
—O castigo mais doloroso é o tronco, onde nós feitores batemos neles com chicote ate o Coronel mandar parar se ele não disser para parar nós batemos neles até a morte, mas há outros tipos de castigos e os mais conhecidos são o chicote e a palmatória.Esse é o meu trabalho.
—Muito obrigado pelas respostas Senhor Bartolomeu.- Disse Eduardo.
—Crianças! Tenho um presente para vocês.- Mostrando uma pepita de ouro disse.- Achei lá no rio, e é com muito carinho que eu dou para vocês.- Disse o Bartolomeu.
—Muito obrigado senhor Bartolomeu, mas como iremos voltar para casa? – Perguntou Eduardo
Neste instante apareceu novamente o buraco. Eles se despediram e voltaram para casa.
Eduardo e Letícia tiraram dez no trabalho e passaram de ano. Quando mostraram para seus pais as pepitas de ouro viram que estavam ricos.

FIM


Diário de um negro escravo:

A viagem

A nossa história começa com a chegada das primeiras levas de escravos vindos da África. Isto se dá por volta de 1549, quando o primeiro contingente é desembarcado em São Vicente. D. João III concedeu autorização a fim de que cada colono importasse até 120 africanos para as suas propriedades. Muitos desses colonos, no entanto, protestaram contra o limite estabelecido pelo rei, pois desejavam importar um número bem superior. Por outro lado, alguns historiadores acham que bem antes dessa data já haviam entrado negros no Brasil. Afirmam mesmo que na nau Bretoa,, para aqui enviada em 1511 por Fernando de Noronha, já se encontravam negros no seu bordo

A chegada

Nos trouxeram como imigrantes forçados e, mais do que isto, como escravos, nós os negros africanos e os nossos descendentes contribuímos com todos aqueles ingredientes que dinamizaram o trabalho durante quase quatro séculos de escravidão. Em todas as áreas do Brasil nós construímos a economia em desenvolvimento, mas, por outro lado, fomos sumariamente excluídos da divisão dessa riqueza.

As divisões dos trabalhos

Na divisão social do trabalho, noventa por cento ou mais dos escravos eram destinados às atividades da agroindústria açucareira, atividades nas minas ou fazendas de café. Os outros eram os chamados escravos domésticos.



A cultura

Nós não apenas povoamos o Brasil e demos prosperidade econômica através do nosso trabalho. Trouxemos, também, as suas culturas que deram o ethos fundamental da cultura brasileira.




A abolição: “Liberdade!”.

As razões que configuram a crise estrutural do escravismo fizeram com que, a partir de 1871, o movimento abolicionista se organizasse em pequenos grupos de boêmios e intelectuais influenciados por idéias liberais mais radicais. Mas, somente depois de 1880, segundo Nabuco, é que o abolicionismo aparece como um movimento que apresenta uma proposta política. Como vemos, a dinâmica radical anterior a esse movimento contra a escravidão partiu de nós, os próprios escravos, através da quilombagem.



Alunas: Caroline de Souza e Djeniffer de Brito Alves
Série: 7ªA
Professora: Márcia Regina
Disciplina: História



INTRODUÇÃO

Fizemos estes textos nos baseando na vida de um Senhor de Engenho e de um Feitor, pesquisando nos seguintes sites: www.terrabrasileira.net e www.coisasdafazenda.com.br.

SENHOR DE ENGENHO

Eu senhor do engenho posso importar até 120 negros, para minha propriedade. Eu com outros senhores protestamos para que o número de escravos para importação aumentasse de 120 para um numero bem maior.
A maior parte do poder estava em minhas mãos.
Meu poder extrapola os limites de minhas terras, expandindo-se pelas vilas, dominando as Câmaras Municipais e a vida colonial. Possuo além de escravos e terras, o engenho. Abaixo de mim situam os agricultores que possuem a terra em que trabalham, adquirida por concessão ou compra, mas os considero meus subalternos que me devem não só cana - de - açúcar, mas também respeito e lealdade.
Eu os trato (escravo) da pior forma possível, faço trabalharem de sol a sol, com trapos de roupa e má alimentação, deixo-os passar a noite na senzala, um lugar escuro, úmido e com pouca higiene, e acorrentados para não fugirem.
As negras também são minhas empregadas domésticas, as faço de cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo, amas de leite para meus filhos, chego até a fazê-las como um objeto de prazer.

FEITOR

Sou eu quem efetua os castigos, trato dos escravos e os vigios à mando do meu senhor.
Sou o subalterno do Senhor de Engenho, a qual sirvo pela minha vida toda... Mas sou autoridade sobre os escravos e todos que trabalham na fazenda.


Escola Municipal Dom Jaime de Barros Câmara.
Joinville, 29 de março de 2007.
Alunos: Ana Carolina Moreira.
Júlia Moreira Silva.
Luan Melo Verli.
Série: 7ª C.
Disciplina: História.
Professora: Márcia R. Vanderlinde.


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